Virar de bordo significa mudar (o navio) de rumo, manobra que o veleiro vira a proa ao vento, de forma que o vento mude de um bordo ao outro, ou seja, o vento passa pela proa.
A vida vira de bordo a todo instante, forçando a nós veleiros saber guiá-la para entrar em plena sintonia com o vento e o mar; as tormentas e calmaria.

Albergando-se em BUE

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A minha hospedagem em BsAs foi (pela primeira vez) em um albergue. Como foi visto, tirei uma carteirinha de sócio da rede HI (Hostelling Internacional) para baratear o custo da pernoite no albergue. Então, para se hospedar num quarto compartido (compartilhado com 6 ou 8 pessoas), um não-sócio pagaria em torno de U$12,50, enquanto um sócio U$11,50. Pensando em economizar na hospedagem (que geralmente é o que mais pesa numa viagem), vale a pena economicamente falando.

Agora falando da experiência de se dividir o quarto com 7 pessoas desconhecidas… Meus companheiros de quartos: 3 ingleses, 2 canadenses e 2 brasileiros. Primeiramente, vale ressaltar que, para se hospedar num lugar assim, jamais pode ir com algum tipo de frescura ou exigência, vejam o por quê:

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Hahaha, super organizado, né? Pois é, essa duas camas do lado esquerdo e a cama debaixo do lado direito eram dos 3 ingleses. Como está bem óbvio eles não eram nada preocupados com a organização do quarto. Também não eram nada simpáticos! :S Diferente dos 2 canadenses (Graeme e Aaron) que sempre estavam enturmados com os brasileiros:

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Foto na saída dos canadenses

Essas grades são utilizadas para guardar e trancar os seus pertences. Eu guardei todos os meus no meu compartimento, mas podem ver que nem todos se preocupavam com a segurança de suas coisas, deixavam jogadas o dia todo. Ah… sempre é bom levar o seu próprio cadeado, porque não é fornecido pelo albergue. Então, desavisados (como eu) tem que comprar assim que chegam lá. Claro que o próprio MilHouse tinha a venda, mas não num preço muito justo (se é que me entendem) hahaha.

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Minha cama era a de cima do lado direito da foto. Em relação a dormir em cima, não é muito agradável e quando se tem que descer muitas vezes, não é muito confortável. Não sei se vale a pena dormir em baixo, quando a pessoa de cima se mexe muito… Se for possível escolher uma cama, prefira uma perto de tomadas, para facilitar o uso de notebooks e carregamentos de celulares.

Falando em tomadas, em Buenos Aires a tomada não é daquele nossa comum, ela é daquelas tipo de ar-condicionado antigo com três pontas retas, formando um triângulo. Então, para carregarmos nossos equipamentos eletrônicos, temos que comprar um adaptador. Este pode ser comprado no próprio albergue (por aquele precinho NADA camarada) ou em mercadinhos e na própria rua nos camelôs. Se puder levar do Brasil, melhor ainda, pois é menos uma preocupação. ;)

tomada

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O clima do albergue e dos quartos é todo controlado com aparelhos de calefação, mantendo uma temperatura agradável dentro do albergue. Lembrando que a água da pia e do banho tem a opção de ser quente (obviamente), é BEM necessária para os dias frios de BUE.

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Esse é o banheiro do quarto. Todos os dias passam faxineiras para limpar os quartos e banheiro. Então, todos os dias o banheiro é limpo e o lixo é jogado fora. Mas vejam como ele fica sempre:

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Hahaha, isso é de praxe. Mas a gente é forte, supera! :D

Ah, quando as faxineiras entram nos quartos e encontram o quarto naquele estado mostrado acima, vejam o que elas colocam na porta:

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Nós precisamos limpar seu quarto – Mas  para fazer isto, VOCÊ precisa limpar o chão e colocar todas seus pertences nos armários. Obrigado …

Hahaha, pois é, temos que entender. Não tem como ela limpar o chão se está tudo espalhado, ela nunca saberá o que pertence a quem. Hilário esse recadinho, né? Estava sempre na minha porta (não sei por quê) :S. kkkkkk

Se tratando do Hostel em si, eu só tenho elogios a fazer. A Administração está de parabéns. Todos os detalhes foram pensados para proporcionar um clima descontraído, jovem e animado. Confiram as fotos:

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Olha o mictório que legal

O albergue possui um roteiro de atividades para serem feitas durante toda a semana, entre eles estão tours pela cidade, assistir a jogos de Rugby e de times locais (quando está em época) e sempre há indicação de festa (TODOS OS DIAS hahaha). Vale ressaltar que essas atividades não estão incluídas no valor pago pela pernoite, são todos extras (excetos as festinhas dentro do próprio albergue).

O próprio MilHouse se encarrega de preparar uma pré-balada todos os dias para seus hóspedes. Então, há festas com DJ, Jam Session e Happy Hours. Essas festas são divididas entre as duas unidades da MilHouse (que são bem próximas, possibilitando o acesso caminhando).

Os funcionários. Eles são, em sua maioria, jovens e bem descontraídos, de acordo com o público-alvo do albergue. Falam espanhol, inglês e arrastam o português também :p. Eles ajudam bastante dando indicações de onde comer, que ônibus pegar, lugares onde ir.

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Francesca e Santiago

O MilHouse na Copa. Em dias de jogos da Copa, o albergue colocava um telão na área de bar com transmissão dos jogos. Também era todo decorado com bandeiras dos times participantes da Copa.

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Alemanha x Inglaterra

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Alemanha 4 x 1 Inglaterra (gostei do resultado, os ingleses no me gusta hahaha)

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Sobre comidas, na parte do bar, em todos os horários tem comidas a venda. O café da manhã está incluso no pacote, são servidos pãezinhos, margarina, geléia, cereal, suco, leite, café, chá. Todos os dias tem pratos diferentes para o almoço e para a janta e alguns lanches também.

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A turma tomando café da manhã

Bom… podem ver que tive muita sorte com a escolha do albergue. Foi tudo muito bom, indico muito qualquer um a se hospedar lá.

Mais informações: http://milhousehostel.com.br